Varejo e Super Apps: passado, presente e futuro do ecommerce no Brasil [Previsões do Diretor de Marketing de Ecommerce do Magazine Luiza

Autor: raphaavellar
Varejo e Super Apps: passado, presente e futuro do ecommerce no Brasil [Previsões do Diretor de Marketing de Ecommerce do Magazine Luiza

Para participar de mais um episódio do The CMO Playbook, trouxe como convidado o Rafael Montalvão, Diretor de Marketing de E-commerce do Magazine Luiza.

O e-commerce já é uma realidade mais do que confirmada no Brasil, e o Magazine Luiza ocupa uma posição extremamente relevante nesse cenário: as vendas pelo e-commerce da marca já são responsáveis por 48% da participação dentro da venda total de produtos.

Vivemos na era do mobile first, o consumidor procura e precisa, cada vez mais, de economia de tempo, e a forma mais eficiente de sanar essa demanda é desenvolvendo ferramentas que, de fato, proporcionem uma experiência full ao usuário.

Os super aplicativos aparecem como a solução. E o Magazine Luiza é uma das companhias brasileiras que não medem esforços no desenvolvimento dos super apps, oferecendo uma verdadeira experiência multicanal aos consumidores.

Redes sociais, mídia programática, social commerce e brandchannel são alguns dos pilares estratégicos do Magazine Luiza, como o Rafael contou durante todo o nosso papo.

E é claro que ser uma das marcas mais disruptivas de e-commerce da atualidade exige uma visão igualmente à frente do tempo.

E Rafael, que está há 15 anos na companhia e que acompanhou de perto muitas das principais transformações digitais, nos deu a honra de compartilhar algumas das suas principais previsões para o futuro do e-commerce e do varejo no Brasil.

Não deixe de ouvir o episódio completo e conferir toda a aula que o Rafael deu. Por aqui, vamos às previsões!

Competitividade pelos Super Aplicativos não vai acabar tão cedo

Pelo contrário, Rafael aponta que a competitividade pelos super aplicativos vai ser cada vez maior.

“O que vem pela frente é uma competitividade ferrenha pelo super aplicativo. Todo mundo quer se tornar um e isso vai ser cada vez mais frequente”.

E a grande mudança que esse fenômeno vai trazer no aspecto da competição é que os nichos passarão a se dissolver e todas as marcas passam a competir entre si, independentemente do segmento.

“Como todo mundo quer se tornar um super aplicativo, você não está mais brigando só dentro do seu próprio nicho de varejo. O que acontece é que começa a ter inúmeros concorrentes de outros segmentos. Então, teoricamente, todo mundo passa a ser concorrente de todo mundo”.

Com isso, fica claro que, para conquistar a confiança do consumidor garantir um lugar no celular dele, as marcas vão precisar ser cada vez mais inovadoras e solucionar cada vez mais problemas através da experiência omnichannel.

“Hoje em dia, no Brasil, a maioria das pessoas tem 32gb de memória no celular. Com isso, ela tem só dez aplicativos instalados ali. É com isso que você tem que concorrer. Imagina uma empresa concorrendo com isso tudo vendendo só eletroeletrônico, o aplicativo é uma peça fundamental de marca para qualquer empresa, porque ela ter o seu aplicativo instalado no celular de uma pessoa significa muita confiança na marca”.

Busca por voz será cada vez mais relevante

Um mundo que se pretende ser mobile-first precisa, necessariamente, ser voice-first. Saber unir as ações marketing com o cuidado e inteligência estratégica são fatores importantes para as marcas que estão inseridas ou procuram se inserir no mundo das pesquisas por voz, como afirma Rafael.

“Isso tem que abranger um olhar muito crítico sobre como eu vou impactar e como eu vou fazer um anúncio em cima disso. A lei geral de proteção de dados está muito em voga e a empresa vai ter que tomar muito cuidado sobre como ela vai usar esses dados, como atuar no marketing digital de maneira que o consumidor não se sinta invadido”.

A busca por voz é um enorme facilitador de tempo, que, como eu disse, é um fator predominante na busca pelo conforto das pessoas.

O Diretor afirma que entregar um bom serviço de voz é garantir que o consumidor vai sempre dar a preferência para a sua plataforma.

“O usuário, a partir do momento que ele consegue entender que ele pode fazer uma busca por voz, aquilo passa a entregar um resultado positivo para ele e, com isso, ele passa a usar o seu serviço com uma frequência maior”. 

O desenvolvimento dos assistentes de voz, como Google e Alexa está cada vez mais rápido e os usuários, da mesma forma, estão se adaptando ao ritmo dessas transformações. Para o Rafael, a tendência é que isso ritmo só aumente.

“Você tinha algumas dificuldades com o sistema do Google, hoje você já vê uma familiaridade melhor das pessoas e umas respostas bem melhores dos dispositivos. E isso também vai acontecer cada vez mais

Com isso, o Diretor também defende que caberá às marcas participar desse processo educativo.

“Se a gente conseguir educar e ensinar para o consumidor que isso é mais prático, que ele vai conseguir encontrar o preço mais competitivo de uma TV de 49 polegadas, todas as marcas, assim como o Magazine Luiza, vão querer estar inseridas nesse negócio”.

Então, as marcas precisam aprimorar os seus serviços e se adaptar à busca por voz para conseguir atender, sem falhar, o consumidor.

“A gente precisa começar a fazer parte disso, o nosso catálogo tem que estar disponível pra isso e temos que começar a reconhecer também esse tipo de busca no meu aplicativo. Esses são desafios que nós temos aqui para colocar em prática”.

O que fica desse aprendizado é isso: as pessoas vem buscando eficiência de tempo e existem inúmeras coisas, em termos de experiência de usuário, em que a voz é mais fácil (e facilitadora).

Podcasts

Ainda na temática da voz, Rafael aposta que as mídias de áudio também são poderosas ferramentas para o futuro (que nem é tão distante assim).

Para ele, as marcas, assim como o Magazine Luiza vão precisar entender como trabalhar com as mídias de áudio, como produzir e gerar valor a partir delas e se tornar uma referência também nessas plataformas.

Os podcasts são a grande aposta, e quem me acompanha sabe o quanto eu defendo essa tese, que, por sorte ou inteligência, é a mesma que a do Rafael.

“Vemos um crescimento fantástico dos podcasts no mundo todo. Então precisamos pensar muito sobre como trabalhar com as mídias de áudio, como entrar nesse segmento e chegar até o nosso consumidor”.

Streamings

Sim. O e-commerce também está dando a devida atenção aos streamings.

Já hoje em dia temos uma série de serviços de streamings, que passa a sair de um certo “monopólio” da Netflix.

A recém lançada Disney+,  Apple TV+, Telecine, Hulu, HBO Max, Globoplay. A lista não parece acabar. E é justamente por isso que, como aponta Rafael, o Magazine Luiza e todas as marcas que buscam ter (ainda mais) destaque nas mídias digitais, precisam considerar as plataformas de streaming como um ponto estratégico.

“Como entrar com um anúncio nessas plataformas? Sendo que as pessoas, hoje em dia, ou querem live ou querem algo que está acontecendo naquele momento. Querem aproveitar um conteúdo que é produzido e que é próprio dessas plataformas. Então uma grande questão e um grande desafio é entender como entrar no meio de um usuário que saiu da TV para consumir streaming”. 

Notas Finais

Não restou dúvidas de que o varejo, nos próximos anos (contando a partir de agora!), vai precisar estar 100% em sintonia com o digital e, claro, com o e-commerce.

Como comprovou o queridíssimo Rafael, o Magazine Luiza, que dá aula de como unir o social à performance, já está mais do que atento às transformações que estão acontecendo nesse meio.

A temática do e-commerce na vida do brasileiro tem se tornado cada vez mais relevante. E isso também acontece à medida que os demográficos mais jovens, que estão mais acostumados com o mobile, vão ficando cada  vez mais predominantes dentro da população economicamente ativa.

E o mais importante: ter sempre em mente que “e-commerce” aqui não é abordado apenas por uma ótica do “comprar pela internet”, mas por uma ótica que compreende o consumidor conhecendo uma empresa e navegando na sua jornada dentro de uma plataforma completa.

Gostou? Então ouça o episódio na íntegra clicando no player abaixo e se inscreva para receber novos episódios em primeira mão! 😉

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