O Papel do Brasil no Digital [5 aprendizados do VP de Marketing do DAZN]

Autor: raphaavellar
O Papel do Brasil no Digital [5 aprendizados do VP de Marketing do DAZN]

Convidamos o Guilherme Guimarães, Vice Presidente de Marketing do DAZN para um bate-papo no The CMO Playbook.

O DAZN é a maior plataforma de streaming de esportes do mundo, estando presente em mais de nove países ao redor do globo.

Ele surge como uma busca de revolucionar a forma como o esporte ao vivo é consumido no mundo, e agora chegou a vez do Brasil.

E para entender todo esse cenário, nada melhor do que conversar com quem vem de dentro.

Guilherme tem uma experiência longa em marketing e marketing esportivo, passando por empresas como Twitter, Unilever e compondo o comitê das Olimpíadas do Rio de 2016.

Vamos então, saber quais são as opiniões do Guilherme sobre streaming, digital e consumo de esportes no Brasil?

Boa leitura!

A revolução digital está acontecendo e o Brasil faz parte dela

O VP do DAZN não tem dúvidas de que a revolução digital está impactando todas as áreas do mundo. De acordo com ele, ela está acontecendo e vai continuar acontecendo quer a gente deseje ou não.

E dentro desse contexto, Guilherme também fala sobre o papel do Brasil, que tem uma relevância importante e sua potência não deve ser ignorada.

“Por mais que a gente tenha uma síndrome de vira-lata que precisa ser extinguida, o Brasil sempre vai ser um país relevante no mundo. Nós somos um povo muito conectado, logo, somos muito relevantes no mundo digital. Nós temos a oportunidade de sermos protagonistas dessa revolução.”

Para ele, o Brasil possui a relevância e importância global para ser um agente importante dessa transformação.

“O Brasil não tem que apenas participar, mas ser, de fato, um motor dessas mudanças. Essa é a realidade, nós estamos aqui e temos que aproveitar disso. Pode até não ser o DAZN que irá conseguir isso, mas nós estamos caminhando junto para um lugar em que a posição do Brasil vai ser relevante cada vez mais.”

…Logo, o Brasil tem todas as estatísticas a seu favor

Guilherme diz que perceber essa potência de relevância do Brasil nos negócios digitais é algo que pode ser compreendido facilmente, basta analisar alguns fatores essenciais. 

“Eu não sou nenhum visionário, na verdade eu só fiz a matemática. Se você somar alguns fatores, você percebe o quanto é óbvia a relevância digital e esportiva do nosso país atualmente.”

E ele explica quais são esses fatores.

“O Brasil é um país relevante digitalmente, isso porque nós temos 140 milhões de pessoas conectadas, nós também somos um dos povos do mundo que passa mais tempo conectado, existem mais smartphones do que pessoas no Brasil. E também somos relevantes esportivamente, uma vez que somos um dos países que mais consomem NFL, Premiere League, Champions League; temos um campeonato de futebol que é relevante nacionalmente e tantos outros regionais que são relevantes localmente também.”

Para Guilherme, esses são os principais fatores que fazem do Brasil um país que pode e vai participar ativamente dessa revolução digital.

O Brasil é um país alfabetizado digitalmente

Sobre as qualidades do mercado brasileiro que fizeram o DAZN se interessar e iniciar seus serviços no país, Guilherme aponta que há muitos pontos positivos que merecem ser explorados.

“Sempre que o DAZN vai entrar em algum país, a gente analisa alguns fatores do mercado, que é o que eu chamo de alfabetização digital. E o Brasil o é em inúmeros desses fatores, desde consumo de conteúdo ou de streaming digital, passando por potencial de mercado até a qualidade de conteúdo disponível.”

Outro fator importante, segundo Guilherme, é o da infra estrutura que o país oferece, porque ela pode ser determinante na geração de valor da marca.

“A gente precisa realmente estudar muito bem esses itens, junto à infra estrutura, porque não adianta a gente oferecer um conteúdo ótimo, ter um público que deseja consumir o nosso conteúdo e não ter a infraestrutura necessária para entregá-lo. Porque no final do dia, se uma pessoa contrata o DAZN e tem uma experiência ruim, ela não vai estrelar essa experiência ruim à infra estrutura, mas uma experiência ruim atrelada ao DAZN”.

O foco deve ser o público consumidor

Em um mercado maduro como o do Brasil, de acordo com o VP, em que já existe uma série de serviços de streaming bem consolidados, a moeda de diferenciação tem que ser o consumidor e o que é oferecido para ele.

“Existe, claramente, no país, um público ávido e disposto a pagar por um serviço de streaming. Nessa disputa, o que a gente [o DAZN] faz é oferecer flexibilidade ao nosso consumidor.”

Guilherme aponta que mostrar para o consumidor que ele é o protagonista dessa relação é também um grande agregador à marca.

“Nesse sentido, a gente dá a maior flexibilidade possível. O nosso contrato não é por tempo determinado, então um assinante pode cancelar a assinatura quando quiser; nós sempre deixamos muito claro para o nosso público qual é o leque de produtos que a nossa plataforma oferece para ele consumir, ele tem a flexibilidade da própria plataforma em si, que permite que ele escolha se quer assistir um conteúdo no celular, na televisão. Então a gente sempre está preocupado em agregar valor ao consumidor, para que ele agregue à nossa marca.”

E para entender o seu público, Guilherme conta da importância do digital.

O Digital é aliado do digital

“A grande vantagem de sermos uma plataforma de digital é que a gente sabe quem é o nosso usuário.” 

Usar o digital em benefício do digital é um processo que se retro beneficia, uma vez que conhecer bem o seu público é poder oferecer sempre um serviço melhor.

“Nós sabemos o que ele está acessando, de onde ele está acessando, como está acessando. Isso faz com que a gente entenda muito bem o nosso espectador. Logo, nós buscamos serví-lo cada vez melhor, justamente por entendê-lo cada vez mais.”

Esse, além de um diferencial, é um agregador que propulsiona a retenção do público na plataforma. 

“Quando um usuário que chega até o nosso serviço para ver a copa sul americana, nós conseguimos mapear o seu comportamento e buscar maneiras de entregar para ele mais valor no tempo de vida dele dentro do DAZN. Isso, para a gente, é muito válido, nós temos muito o que agregar justamente porque nós buscamos conhecer cada vez mais o nosso espectador.” 

Mas ainda falta o principal

Guilherme não deixa de se ater, mesmo a todas essas qualidades e cenários frutíferos do país, a um ponto importante: ainda há um gap na capacitação de mão de obra no país.

“A gente ainda tem muito a se desenvolver, nós não somos referência no marketing esportivo. E, para mim, não dá para analisar nenhuma área do país isoladamente. Se você tem um problema de mão de obra no país como um todo, você vai ter problemas de capacitação de mão de obra nos mercados específicos.”

Dentro desse pensamento, Guilherme conclui, então, que a falta de capacitação de mão de obra no segmento esportivo é só um reflexo de uma situação que é nacional.

Mas, ao mesmo tempo, ele enxerga isso como uma oportunidade.

“Ser atrasado no marketing esportivo, por exemplo, traz vantagens. Eu sempre digo que se você é atrasado em algo você tem uma vantagem a seu favor: aprender com o erro dos outros. Isso acelera o desenvolvimento e é um grande propulsor de novos movimentos e transformações”.

E você, concorda com a opinião de Guilherme?

Notas finais

Guilherme não esconde sua paixão pelo Brasil e pelas possibilidades que o nosso mercado tem a oferecer.

Somos agentes de uma revolução digital que está em andamento, temos um público consumidor maduro, preparado e ativo digitalmente, podemos e devemos usar as estratégias digitais como aliadas e, mesmo não sendo uma referência em determinados segmentos, podemos enxergar as oportunidades que isso cria.

E, então, gostou? Esses foram os aprendizados do episódio de hoje. Se você curtiu, ouça o episódio na íntegra clicando no player abaixo e se inscreva para receber novos episódios em primeira mão! 😉

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