Inovação e Tecnologia são agentes disruptivos [3 aprendizados do CMO da Souza Lima]

Autor: raphaavellar
Inovação e Tecnologia são agentes disruptivos [3 aprendizados do CMO da Souza Lima]

Quem acompanha a Avellar Media sabe que tecnologia e inovação são tópicos que nos interessam muito e, pensando nisso, convidamos o Cacá Fernandes, CMO do Grupo Souza Lima para agregar ainda mais informação sobre o assunto.

O Grupo Souza Lima é uma das referências nacionais em inovação e tecnologia, oferecendo serviços relacionados à segurança patrimonial e escolta armada para mais de 1.700 clientes. 

Cacá tem mais de quinze anos de experiência de mercado e, durante o nosso papo, ele falou um pouco mais sobre a sua carreira, sua trajetória até chegar ao Grupo Souza Lima e, claro, sobre como é trabalhar no segmento de tecnologia e sobre os impactos e transformações que ela possibilita tanto pelo viés do mercado quanto pelo social.

Vamos, então, saber quais foram os principais pontos que ele abordou sobre esses assuntos? Siga com a leitura e aproveite!

Segurança precisa ser diretamente relacionada ao conforto

Durante os anos trabalhando no Grupo, Cacá percebe a mudança que vem acontecendo quanto ao sentido de “segurança”.

Ele fala que no início da sua carreira a ideia de segurança era inversamente proporcional à ideia de conforto. No imaginário das pessoas, ou elas tinham segurança, ou tinham conforto. E, segundo ele, elas, obviamente, sempre irão prezar o conforto.

“Quando uma empresa só pensa na segurança, ela pode facilmente transformar qualquer lugar em um bunker. E não é dessa forma que a gente pensa. Uma das formas de mudarmos esse cenário é investindo pesado na análise de dados, para ter os dados corretos e tomar as decisões corretas”

Logo, ele fala sobre como vem sendo o processo de desmistificação desse imaginário e como a Souza Lima opera para que um seja sinônimo do outro.

“A primeira iniciativa é um controle de acesso inteligente que controle esses dados com identidade única com o celular para liberar o acesso de um visitante a um prédio, por exemplo. Sem dúvidas isso está sendo bem disruptivo no nosso segmento.”

Ou seja, Cacá aponta que mais do que se sentirem seguras, as pessoas querem que a segurança seja uma facilitadora de ações, o que, consequentemente, irá proporcionar a elas o conforto que tanto desejam e precisam. 

O risco de inovar primeiro é apanhar um pouco mais

Quando se trata do segmento de segurança e escolta, um dos fatores-chave deve ser a capacidade de sempre oferecer soluções inovadoras

Ou seja, implica estar sempre à frente do mercado e da concorrência. Cacá contou que, muito antes de entrar para a Souza Lima, já pensava na inovação como um propulsor de negócios.

“Eu fundei uma agência de digital em 1996. Ou seja, tudo que eu e meus sócios fazíamos eram sites em HTML. Apesar de ser uma agência pequena, ela foi uma das primeiras a oferecer o serviço no país. Isso, consequentemente, fez com que a gente acabasse tendo uma demanda muito maior do que a gente conseguia entregar. Depois disso eu fundei uma agência de marketing sozinho na qual geri por doze anos. No início, era uma agência que estava saindo do web designer e indo pro e-commerce. Isso numa época em que e-commerce não era nada.”

Sem dúvidas, trabalhar com inovação e oferecer serviços e produtos inovadores é fundamental para a movimentação da economia, todavia, Cacá também aponta que inovar pode implicar em alguns contras.

“Por serem dois mercados ainda extremamente recentes, por eu ser muito jovem e não entender nada de gestão, a inovação, em certo sentido, acabou sendo um problema. Quando você é precursor de algo você não tem referência, então você acaba apanhando mais do que quem aparece depois com um serviço parecido.”

A inovação também pode vir de estruturas mais engessadas

Um último ponto que me chamou a atenção durante o papo com o CMO foi quando perguntei sobre como a inovação é encarada dentro do departamento de marketing na Souza Lima.

Com uma opinião polêmica, Cacá, nesse ponto, pensa a inovação através de um viés bem diferente do que a maioria dos nossos entrevistados acha do assunto.

Para ele, estruturas mais engessadas como a da Souza Lima podem ser um motor tão forte quanto ou até maior do que empresas mais “livres” para se estimular criatividade.

“Por incrível que pareça não era mais fácil trabalhar a inovação nas minhas outras agências do que no Grupo. Se você pensar na criatividade de artistas que trabalharam em locais com censura, como a MPB dos anos 70, por exemplo, em que não se podia falar muito, era onde a criatividade mais se aflorava, porque as pessoas tinham que achar caminhos diferentes para falar o que você tinha para falar.”

Assim, ele explica que em estruturas de trabalho menos rigorosas o compromisso com o resultado final pode ser dissolvido no decorrer dos processos.

“É mais ou menos isso, quando você tem muita liberdade e pouco compromisso com o resultado que aquilo vai dar, você pode ser mais solto e isso, às vezes, não te traz a criatividade de verdade. Agora quando você fica quatro meses diante de um problema em que você precisa fechar todas as casinhas, ou seja, ser criativo, ter uma boa comunicação e dar resultado, você trabalha muito mais em cima disso.”

Por fim, ele completa dizendo que estruturas mais rígidas podem, sim, trazer um refinamento maior do trabalho.

“Eu acho que é esse engessamento que te traz curadoria e melhoria de critérios para definir quais são os riscos e onde você está embarcando, então a peça final sai com uma qualidade maior.”  

Notas Finais

Bom, vimos que trabalhar com tecnologia e inovação exige diversas disrupções.

Seja trabalhando na transformação do imaginário em torno de ideias como segurança vs conforto e segurança como sinônimo de conforto.

Seja tendo a consciência de que inovar é imprescindível, mas que quem aponta na linha de frente sempre acaba se ferindo um pouco mais.

Ou, ainda, apostando que ideias criativas também podem nascer de modelos de negócio mais tradicionais.

O que você achou dos apontamentos do Cacá? Conta para mim se você concorda ou discorda aqui nos comentários!

Ah, e claro, aproveita para ouvir o episódio na íntegra clicando no player abaixo e se inscreva para receber novos episódios em primeira mão! 😉


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