Gestão de Marca cria estilos de vida [4 aprendizados do fundador da Zee.Dog sobre Branding]

Autor: raphaavellar
Gestão de Marca cria estilos de vida [4 aprendizados do fundador da Zee.Dog sobre Branding]

Branding é um processo fundamental na vida de qualquer empreendimento.

Apesar do termo, atualmente, ter se tornado mais uma palavra da moda no mundo dos negócios, esse é um assunto que ainda precisa ser muito debatido.

E esse foi o tema do mais novo episódio do The CMO Playbook.

Convidamos o Thadeu Diz, cofundador e Diretor Criativo da Zee.Dog e Zee.Now e falamos como uma gestão de marca precisa funcionar para atingir e transformar o consumidor.

Aqui nesse blog post você vai saber quais foram os highlights da nossa conversa!

Sobre Thadeu

Thadeu é formado em Hotelaria pela Florida International University, e conta que desde a primeira vez que pisou na sala de aula soube que não queria seguir na carreira.

Apesar disso, ele fala sobre como o curso lhe deu toda a base para se tornar um empreendedor, já que os alunos precisam aprender sobre finanças, marketing, branding e gestão de pessoas.

Depois de formado, se mudou para a Califórnia para morar com o irmão e um outro membro da família: um cachorro.

Foi durante esse período na Califórnia, observando o estilo de vida de skatistas e surfistas que também tinham cachorros como animais de estimação que Thadeu enxergou a oportunidade de criar o que viria a se tornar a Zee.Dog.

Sobre a Zee.Dog

Thadeu conta que observava os skatistas vestindo as marcas que representavam o estilo de vida deles, como Vans e Levi’s, mas que o mesmo não acontecia com os acessórios dos cachorros, que na maioria das vezes eram guias e coleiras cinzas, sem nenhuma personalidade.

Partindo do princípio de que nos expressamos através das marcas que consumimos, Thadeu percebeu nesse gap uma oportunidade de empreender e desenvolver fortemente um branding em cima disso.

Ele e seu irmão, que é o outro fundador da marca, passaram três anos planejando e mapeando o projeto, até que em 2012 conseguiram o aporte institucional de um investidor, o que possibilitou a dupla de lançar, oficialmente, a Zee.Dog.

Assim, com sete anos de marca, Thadeu tem muito a falar sobre branding, produto, lifestyle e consumo.

E separamos alguns dos principais aprendizados que ele compartilhou com a gente no episódio.

Vamos lá?

Não existe receita de bolo para criar uma marca forte

“Quando falamos de branding, que é uma palavra muito usada hoje em dia, não existe uma fórmula certa, não há uma fórmula que você coloca numa planilha e ela te mostra exatamente qual é o caminho que você tem que seguir.”

O que o founder acredita é que o sucesso de uma marca está na capacidade de seus criadores de unir duas coisas: a capacidade da marca em suprir uma determinada demanda e de passar a sensação de pertencimento.

“Criar um produto que tenha demanda é importantíssimo, assim como aconteceu com a Zee.Dog e também desenvolver um produto que crie aquela sensação de pertencimento, que represente algo, um estilo de vida, uma razão social.”

E afirma que o sucesso da Zee.Dog está justamente nessa capacidade de, ao mesmo que é um bem de consumo, também representa um estilo de vida.

“A Zee.Dog não é uma marca só de produto. É uma marca de conteúdo, de comunidade. Quando você compra uma guia da Zee.Dog, você não compra uma guia para o seu cachorro não fugir, você compra pertencimento, você passa a participar de uma tribo, de um lifestyle completo”.

Quando branding é bom, pricing é subjetivo

Para o empreendedor, quando se tem uma marca forte, a precificação do produto passa a ser subjetiva.

Segundo ele, isso acontece justamente porque uma marca tem representações e pesos diferentes para cada pessoa.

“No final das contas, pricing é uma coisa muito subjetiva porque um produto pode parecer caro para você e barato para mim, e isso não tem nada a ver com o quanto cada um ganha no final do mês. Tem a ver com o quanto aquele produto ou aquela marca propulsiona pertencimento em mim. É isso que vai determinar se vale a pena ou não pagar por ele.”

E ele completa dizendo que, no caso da Zee.Dog, consumir e usar a marca pode ter inúmeras representações.

“No caso da Zee.Dog, você pode expressar pro mundo a sua volta que você ama muito o seu cachorro, que você não é um sedentário, que você preza pelo melhor ou que você apoia uma causa”.

Crie pertencimento com o digital

Thadeu fala muito sobre a importância de ser visionário quando se é dono de um negócio.

Uma consequência disso foi a criação da Zee Dog Máfia, um grupo de embaixadores caninos que nasceu das oportunidades que o digital e as redes sociais ofereciam e continuam oferecendo.

“Assim como a Nike tem os seus atletas, eu tenho os meus cachorros influenciadores. (…) A gente foi vendo uma oportunidade dentro do meu segmento de que os melhores influenciadores não seriam pessoas normais, mas sim cachorros que, muitas vezes, tinham mais de um milhão de seguidores”.

Assim, criar a Zee Máfia foi uma estratégia para não apenas consolidar ainda mais a Zee.Dog como marca, mas de fidelizar, cada vez mais, seus clientes.

“Hoje estamos com, aproximadamente, noventa pessoas na Zee Máfia. São pessoas fiéis à marca, que endossam a marca e ajudam a gente a propagar a comunidade”.

Branding se faz de dentro para fora

Thadeu defende que o sucesso de qualquer empresa está em um pilar fundamental: a cultura empresarial.

Ele fala que de nada adianta ter a melhor ideia de um produto se não se tem as melhores pessoas para trabalhar esse produto e te ajudar a colocá-lo no mercado.

“Cultura para mim é o pilar do sucesso de qualquer empresa. Você pode ter a melhor ideia do mercado, mas você também precisa encontrar as melhores pessoas e alocar investimento para contratar essas pessoas”.

Inclusive, fala que já viu na prática a diferença entre contratar uma pessoa “muito boa” e uma pessoa “mais ou menos” para uma mesma vaga.

“Por isso, nossa mentalidade em termos de construção de equipe é sempre buscar ter a melhor pessoa para aquela posição. E com isso, construir uma cultura em volta dela para que ela realmente consiga ter tudo que ela precisa para ser a melhor”.

Sabemos o quão difícil é conseguir construir uma cultura empresarial forte. E, nesse sentido, Thadeu se sente extremamente realizado.

“Ao longo desses anos, uns dos meus maiores orgulhos é de ter certeza que eu criei uma cultura dentro da Zee.Dog. Lá a evasão é baixíssima, as pessoas são amigas fora da empresa e a gente abole qualquer cultura negativa. Afinal, não adianta você ser uma empresa de sucesso se dentro dela for horrível”.

Dessa forma, a união dos melhores profissionais com uma cultura sólida e integrativa são os outros dois pilares que propulsionam o reconhecimento de marca de um negócio e a capacidade que ele tem de gerar valor econômico e afetivo.

Notas Finais

Mesmo não existindo um roteiro a ser seguido para construir uma marca forte e que chegue até as pessoas, branding precisa estar diretamente ligado com a eficácia de um produto em suprir uma demanda de mercado e de se conectar com as pessoas.

Assim, uma vez que um produto deixar de ser “apenas um produto” e passa a representar um estilo de vida, o preço passa a ser um fator secundário.

Unir as estratégias de branding ao digital, hoje, é inevitável e imprescindível. As plataformas digitais são grandes propulsoras na expansão de marcas e os empreendedores devem se aproveitar disso.

E ainda: nenhuma marca que é regionalmente, nacionalmente ou mundialmente reconhecida não tem uma cultura interna forte. Desenvolver a cultura e o ambiente interno é uma das maneiras mais eficazes de se trabalhar como a marca vai ser percebida externamente.

Esses foram os aprendizados do Thadeu Diz. O que você achou?

Aproveita para ouvir o episódio na íntegra clicando no player abaixo e se inscreva para receber novos episódios em primeira mão! 😉

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